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Meu 400º Livro Vendido pela Amazon.com

12 abr

A força da inércia que dificulta que eu poste assuntos novos aqui finalmente foi vencida pela notícia do meu 400º exemplar vendido pela Amazon.com hoje. E se o número 400 parece mais comemorável que o 200 e o 300 que não alardeei ou o 500 que não devo demorar tanto a atingir, isso deve-se simplesmente ao fato de que só agora “caiu a ficha” de que esse é um feito notável, embora não muito mais notável que vender os 399 exemplares antes deste.

No meu caso, comemoro as vendas somadas tanto de O Segredo de Carol quanto Trama Mortal, embora o primeiro, por ter sido lançado um ano antes do segundo, tenha acumulado o dobro de vendas deste.

Faço um acompanhamento bem de perto das vendas e sei que tive compradores nos EUA, quando havia apenas a loja americana da Amazon, mas também compradores na Itália, Alemanha, França e Reino Unido, além do Brasil, é claro. Garanto a vocês que é absolutamente estranho saber que pessoas em tantos países diferentes tiveram acesso a um livro que você escreveu (no meu caso, dois livros), descobriram seu nome, mandaram e-mail sobre livro e postaram comentários na internet.

Há pouco tempo, conseguir que seu livro saísse do seu Estado já seria uma proeza, hoje ele sai do país, do continente e parece tão simples, como se sempre tivesse sido assim. A opção que fiz a partir do segundo livro, de só ter versões digitais, parece estar surtindo efeito. O próximo trabalho vêm aí: “Meia chance”, e depois dele “A Jornada pelo Caminho do Vento”, com seus três volumes e “Lágrimas no Escuro”.

O ciclo está muito curto para os escritores, o alcance das obras atingiu uma escala global, as redes sociais sopram os produtos de qualidade (e também os sem qualidades) aos quatro ventos e enquanto as editoras brasileiras fazem de tudo para frear essa evolução e revolução na forma de distribuir conteúdo, da mesma forma que indústria sonora e visual tenta impedir a disseminação de mp3 e mkv pela rede, os autores estão despertando para o fato de um elo da cadeia pode ser eliminado e ele pode se comunicar direta e ativamente com o seu público.

Atingir a marca comemorada neste post, bem como todas as que vierem depois, traz mais fôlego e força para seguir adiante com os meus próximos projetos.

Abraço a todos.

 
 

Economizando dinheiro com a pirataria de filmes.

08 fev

Fico sempre feliz quando as pessoas são capazes de criar soluções e alternativas mais baratas às atuais. Embora não concorde com a pirataria, também não concordo com os preços abusivos cobrados pelas empresas detentoras de alguns direitos, então, eis que em um bate-papo nesses fóruns da vida, fui apresentado à história de alguém que se nega a pagar esses preços exorbitantes e sempre baixa tudo pela internet mesmo.

Ele estava baixando a mais nova versão em blu-ray da trilogia Guerra da Estrelas, completamente grátis, ou pelo menos é o que ele pensa. Vamos às contas.

Todos os filmes são um download de 200 GB.

a) espaço para guardar o filme, considerando que um HD de 1TB estava próximo dos R$ 350,00, o espaço para guardá-lo custaria aproximadamente R$ 70,00;

b) com base em um plano de internet com velocidade de download de 10Mbit (1,2MB/s), teríamos, se a conexão cooperar, 166.666 segundos, ou 2.777 minutos, ou 46,5 horas. Assim 2/30 do valor do plano foram dedicados apenas a esse download, uns R$ 4,66 de um plano de R$ 69,90. Além disso, são cerca de 10 KW/h de energia, o que dá mais uns R$ 5,00.

c) Se formos considerar a depreciação do computador (que alguém que compra o blu-ray não precisa se preocupar), podemos acrescentar outros R$ 10,00.

d) estou considerando que quem baixa o arquivo não pretende gravá-lo em blu-ray, pois senão seriam outros R$ 21,00 gastos.

Somando isso aí (sem contar o item d) teríamos R$ 89,66 ou 110,66 (gravando em blu-ray).

Os blu-ray originais podem ser comprados, nos EUA, por U$ 39,00 (cerca de R$ 80,00) ou R$ 119,00 em algumas promoções por aqui.

Ou seja, essa grande “vantagem”, para quem quer algo de qualidade, não é tão grande assim. Sem contar que, comprando os discos originais, você ainda tem o valor de revenda deles, caso não os queira mais, enquanto fazendo o download dos discos, você tem apenas os custos.

Muitas vezes as pessoas são levadas apenas por ganhos aparentes sem prestar atenção aos diversos custos envolvidos e acabando perdendo dinheiro no intuito de economizar. Então, muito cuidado ao tentar tirar vantagens por aí.

 

Resultado Final CEFET/RJ 2012 – Maracanã

04 jan

Bem, assim como postei ontem o resultado do IFRJ, hoje estou trazendo os resultados do CEFET/RJ – Unidade Maracanã.

Para facilitar a consulta, a planilha traz os resultados em planilha excel em ordem alfabética e ordem de classificação.

Segue o arquivo.

Resultado Final CEFET/RJ – Maracana

abraço,

 

Resultado IFRJ 2012 – Rio de Janeiro

03 jan

Essa primeira postagem de 2012 é apenas para utilidade pública.

O site da IFRJ com os resultados está tão difícil de acessar que achei importante postar uma cópia aqui.

Classificação Final IFRJ 2012 – Rio de Janeiro

Em breve, novidades sobre meus projetos para 2012.

 

O Brasil não vai chegar lá

20 dez

Desculpem-me os mais otimistas, mas o Brasil não vai chegar lá. E não importa onde seja esse “lá”. Estamos muito longe.

Quando dizem que o Brasil vai se tornar a quarta maior economia do mundo não há qualquer mérito nosso. Nossas desigualdades continuam gritantes, nosso saneamento básico inexiste em grande parte do país, a violência continua solta em todas as regiões, a corrupção é quase um pré-requisito para as contratações e a educação muitas vezes é uma piada. Aliás, é exatamente por causa da educação que digo que não chegaremos lá.

Enquanto há muitas pessoas boas fazendo de tudo para levar nosso país para frente, há um contingente muito maior nos puxando para trás. Tenho exemplos. Colhidos em apenas dois dias.

Na última sexta-feira, estávamos eu e meu filho na rodoviária do Rio (cujas escadas rolantes estão sempre com defeito), depois de acertar um problema qualquer, resolvo comprar um bilhete para acompanhante (dois reais para poder ir com ele até a porta do ônibus). Fui até o guichê (o único disponível) em frente a um dos acessos às escadas que levam ao embarque e comprei o ticket. Voltei até meu filho e fomos até uma das duas entradas que levam à área de embarque. Apresentei meu ticket e a pessoa informou que eu deveria me dirigir à outra entrada, visto que meu ticket não seria válido naquela. Beira o absurdo: as duas entradas vão para exatamente o mesmo lugar, é apenas uma escadaria e algum iluminado pensou que seria interessante diferenciar os tickets entre as duas entradas, imediatamente tornando todo o processo mais caro e burocrático.

No dia seguinte, ao pedir uma pizza por telefone, fui informado que, como era minha primeira compra, eu deveria pagá-la com dinheiro e não cartão (fosse de débito ou crédito). Fico imaginando quem foi o administrador que pensou que realizar o primeiro pagamento em dinheiro traria mais segurança para o negócio. Será que se eu fizesse um pedido no dia seguinte eu já poderia ser visto com outros olhos, visto que não era minha vez e, pasmem, havia pago a primeira com dinheiro?

E não acaba ainda. Em plena Lojas Americanas, ao comprar dois jarros para água exatamente iguais, a atendente do caixa, após passar a primeira no código de barras, disse que eu deveria ir até a gôndola olhar qual seria o código da segunda, que havia perdido a etiqueta. Notem bem, as duas jarras eram iguais.

Tenho certeza que quem está lendo este texto já deve ter passado por algo semelhante ou pior. Por isso eu repito: O Brasil não vai chegar lá. Não temos o nível de educação necessária para reverter quadros como os expostos acima. Embora tenhamos muitas pessoas muito boas, elas não são páreo para essa massa que está aí em toda parte.

E não são apenas nas pessoas na ponta do atendimento, mas aquelas que estão por trás, tomando as decisões de negócios e procedimentos. Elas acreditam que estão indo pelo caminho certo sem nunca pensar a fundo como seus negócios funcionam ou deveriam funcionar.

É a triste realidade, mas espero ansiosamente que um dia provem que estou errado, que chegamos “lá”.

 

Resenha – A Fúria dos Reis

14 dez

Que Fúria! Que Reis!

“A Fúria do Reis” é o segundo volume da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, escrita por George R.R. Martin. A coleção em inglês já está no quinto livro e aqui no Brasil temos até o volume 4. A série foi adaptada para a televisão pela HBO e inclusive já passou aqui no Brasil.

Resumindo: O segundo volume supera o primeiro (A Guerra dos Tronos, que eu achei fantástico) em praticamente tudo!

Nesse segundo volume somos guiados pelos olhos de Arya, Bran, Catelyn, Daenerys, Davos, Jon, Theon, Tyrion, Sansa. Com um personagem a mais narrando os acontecimentos, o livro ficou um pouco maior que o primeiro, e nesse ganhamos algumas coisas interessantes:

Religião: praticamente não abordada no primeiro livro, esse segundo trabalho de R.R. Martin traz o deus afogado; os sete ou os deuses antigos e o senhor da luz. Os personagens passam a professar a fé que seguem de forma mais intensa e a religião passa a ter um importância bem grande nesse segundo trabalho, mas não se preocupem, tudo é abordado de forma que as pessoas ainda são o centro da história.

Movimento: tudo está em movimento o tempo todo. As pessoas, os reis, os lugares, as idéias, as religiões e, claro, nossos queridos personagens.

Dúvidas: elas pairam sobre tudo e sobre todos o tempo todo, criando uma atmosfera de mais urgência e cada decisão não tomada a tempo pode levar os personagens a lugares que eles não gostariam, como:

O fundo do poço: em um algum momento da narrativa, cada um dos personagens vai chegar ao fundo do seu poço pessoal, alguns vão conseguir sair de lá, outros não. Alguns personagens ficam muito desolados, mas, a vida é assim.

Surpresas: A idade de Arya, que eu nunca havia imaginado (ou não havia percebido durante a leitura do primeiro livro) até descobrir lendo esse segundo livro. Há muitas surpresas nesse segundo volume, que acabam enriquecendo o que sabemos sobre os personagens que ainda estão na história, bem como sobre alguns que já foram.

Palavrões: praticamente inexistentes no primeiro livro, parece que mudaram o autor ou o tradutor do livro, que agora está repleto de palavrões e linguagem obscena desnecessária.

Cinismo, humor negro e nada politicamente correto: quer uma idéia sobre o quanto temos disso no livro? Segue um trecho:

“Tyrion estava um pouco bêbado, e muito cansado.

-Diga-me, Bronn, se lhe dissesse para matar um bebê…digamos, uma menina, ainda no peito da mãe… Mataria? Sem questionar?

-Sem questionar? Não – o mercenário esfregou o polegar no indicador – Questionaria o preço.”

Há muitos trechos bons, que muita gente vai querer marcar para relembrar depois.

Dica de Leitura: Assim como no primeiro volume, comece lendo apenas os capítulos referentes a Daenerys. A história dela ainda não interfere em nenhuma outra neste livro.

Bem, em breve começo a leitura do terceiro volume “A Tormenta de Espadas” e só posso esperar outra leitura de altíssimo nível como a dos dois primeiros volumes.

Um abraço a todos.

 

O Sagrado Direito ao Conteúdo do eBook

29 nov

Há algum tempo, escrevi um artigo chamado “São os eBooks um perigo?” questionando o posicionamento de Richard Stallman, considerado o pai do software livre, e seus sete argumentos contra o formato proprietário dos livros da Amazon em seu Kindle, no qual ele afirmava que “eBooks são um retrocesso em relação aos livros impressos”.

Esse artigo gerou alguns comentários, inclusive um particularmente interessante de um leitor chamado Otto. Enquanto, em meu artigo, eu dizia que “Até onde sei você não precisa ser engenheiro mecânico para dirigir um carro. Dizer que o fato de você não conhecer a estrutura dos bits e bytes que compõem um livro vá fazer diferença para sua leitura não é apropriado.” em resposta ao item 4 do texto do Stallman: “O formato do livro é secreto, e somente um software proprietário e restritivo para o usuário pode permitir sua leitura.”

Não havia me dado conta, até ler o comentário desse leitor, que, embora minha resposta estivesse estruturalmente correta, a mesma não respondia corretamente ao argumento proposto e posso dizer agora que concordo com alegação feita, desde que mudado para uma posição menos radical.

Para explicar isso, preciso entrar em um conceito importante que vem junto com algumas perguntas. Quando nós compramos qualquer tipo de mídia física, seja um livro, um CD de música ou um DVD de filme ou de show, o que estamos comprando de verdade? De quem? E para quê? E quando compramos em formato digital, o que muda? É bom pensar bastante, pois as respostas podem não ser óbvias.
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