Embora a Bienal tenha chegado e partido, não vou deixar de dar meu breve relato sobre minha presença lá. Infelizmente não foi dessa vez que fui como autor convidado, nem estava dando autógrafos dos meus dois livros.
O que posso dizer é que a bienal estava bastante concorrida, talvez por eu ter ido no último dia, ou não.
Centenas de estandes espalhados em três pavilhões apinhados de pessoas ávidas a consumir literatura como nunca, a despeito de dizerem que o brasileiro não lê e coisa e tal, mito que espero ser derrubado rapidamente quando a literatura digital for mais disseminada com preços mais atrativos. Aliás, achei a bienal pouco digital. Não havia muito sobre livros digitais e nos poucos lugares onde havia menção a literatura digital, os estandes estavam repletos de crianças, como se livros digitais fossem apenas infantis.
Também achei a Bienal pouco social e pouco temática. Em um mundo tão conectado não havia espaços dedicados a gêneros, o que poderia ter tornado a interação entre as pessoas mais fácil, juntando as diversas tribos em volta dos temas que gostam, mas isso pode ser uma sugestão para os próximos eventos.
No mais, tudo muito organizado, mas com poucas oportunidades para participar dos cafés literários, todos muito concorridos. Mais uma vez a demanda é muito grande por cultura, faltando transformar isso em mercado.
Embora eu tivesse uma proposta para lançar a versão impressa de Trama Mortal na Bienal, faltaram recursos. Quem sabe na próxima ou em outra Bienal.
Além disso, havia uns vinte estandes ocupados por escritores, possivelmente lançando de forma independente, alguns com apenas um título, outros com mais. De toda forma, eram bem pouco procurados, o que mostra que a Bienal é para iniciados e não para iniciantes. Mais uma coisa que precisa mudar: é preciso melhorar a exposição dos novos autores, pois do contrário ficamos reféns dos mesmos nomes e sobrenomes.
Por fim, acredito que foi uma grande festa literária com a participação massiva dos leitores.
Que venham as próximas!