Muito antes de ser escritor e de trabalhar como empregado público na Petrobrás, eu passei muitos anos trabalhando com informática. Análise e desenvolvimento de sistemas, consultoria, especificação de equipamentos e outras coisas mais eram meu dia-a-dia.
A informática e os computadores e toda a tecnologia envolvida continuam sendo temas dos quais gosto muito. Atualmente, compro acessórios de informática diretamente dos EUA ou mesmo dos produtores chineses, que estão muito mais acessíveis com toda essa globalização da internet.
Esta semana recebi uma encomenda que havia feito diretamente da China, dois cartões de memória microSD de 16G cada um, com classe 10 de desempenho (as classes podem ser 2, 4, 6, 8 e 10 e quanto maior a classe, maior a velocidade de leitura e gravação dos cartões). Pois então, recebi o brinquedo novo e fui logo testá-lo, saber se realmente era um cartão classe 10 ou não.
Fiz o mais fácil então: coloquei o cartão em um micro leitor de cartões e pluguei na porta USB que fica na frente do gabinete do computador. Resolvi testar fazendo a transferência de uma parte da minha biblioteca de músicas (que está em quase 20GB atualmente). Para minha surpresa, o cartão não tinha 16GB de memória de verdade, quer dizer, tinha, mas não tinha, explico: o cartão era sim de 16.000.000.000 (16 bilhões de bytes), mas quando fazemos a divisão por 1024 (para encontrar o valor em KiloBytes), depois por mais 1024 (para encontrar em MegaBytes) e finalmente por mais 1024 (aí sim os tais GigaBytes) chegamos ao valor de 14.9 GB, que é o valor que o Windows entende.
Comecei o teste e o máximo que consegui em termos de performance foi 7MB/s. Com esse valor o chip não poderia ser classificado nem como Classe 8. Meio desolador perceber que o produto comprado não atende às especificações, mas foi então que lembrei de algo importante: já havia ficado desconfiado dessas portas frontais depois que uma ótima placa mãe que eu comprei estava com chiado na saída de alto-falante e descobri que isso acontecia apenas na saída frontal de áudio.
Refiz o teste, mas agora plugando o leitor na porta USB traseira e qual não foi minha surpresa quando constatei taxas médias de 11MB/s, agora sim dignas de um cartão classe 10. Não lembrava de ter lido algo a respeito, mas a distância que os dados percorrem da placa-mãe até o conexão frontal claramente degradam a performance da conexão. A USB traseira normalmente é soldada diretamente na placa-mãe, o que melhora a performance dela.
Meu conselho: para obter a melhor qualidade e a melhor performance dos seus gadgets USB, prefira as conexões traseiras.
O preço dos cartões entregues pelo correio no conforto do meu lar? 25% do que cobram normalmente no Mercado Livre.
