Uma das áreas do conhecimento que mais me atrai é a psicologia. Durante bastante tempo alimentei a vontade de me tornar neurocientista. Queria entender como a mente trabalha, quais os caminhos que ela percorre para nos trazer as respostas diárias sobre tantas coisas.
O livro “100 bilhões de neurônios” ainda está na minha lista de desejos e, mesmo tendo cada vez menos esperança de fazer uma especialização na área de neurociências, o assunto ainda me fascina.
Qual a razão do assunto? Bem, dia desses, enquanto estava no saguão do aeroporto Santos Dumont, esperando a aeronave para Ribeirão Preto, minha mente deslizou sozinha e sem controle para um tema estatístico: será que alguma coisa com apenas meia chance de acontecer poderia acontecer de verdade?
Não imagino quais caminhos minha mente percorreu depois disso, mas em seguida lembrei de um argumento para uma história que havia pensado em escrever há mais de 10 anos.
Como nossa mente pode guardar por tanto tempo uma ideia e nos trazê-la de volta após um pensamento tão aleatório quanto o que mencionei acima. Na verdade queria poder calcular quais as chances de algo assim acontecer.
Acontece que a história voltou tão vívida e cheia de detalhes que foi impossível não começar a transpô-la para o papel. Já escrevi o primeiro capítulo de mais um livro, que por enquanto vai se chamar Meia Chance. O problema é que ele vai ocupar uma parte do meu tempo que estava dedicado para A Jornada pelo Caminho do Vento, ou seja, vou tentar dividir o tempo entre os dois livros, mas já não sei dizer qual ficará pronto primeiro.
Por enquanto, peço que deem nem que seja meia chance para o primeiro capítulo de mais um projeto: Meia Chance – Início.