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Posts Tagged ‘eBooks’

Como publicar e vender um eBook pela Amazon

20 set

Bem, se você, assim como eu, é um escritor independente e gostaria de ver seu livro vendido em formato eBook pela amazon, este post é para você.

Seguindo apenas alguns passos simples, rapidamente você será um escritor publicado pela Amazon.com e seu livro estará disponível para venda na Kindle Store (a loja de eBooks da Amazon).

1) Se você não tem ainda um cadastro na Amazon.com, acesse o link a seguir e escolha a opção “Sign Up” https://kdp.amazon.com/self-publishing/signin, você será redirecionado para a página do KDP (Kindle Direct Publishing, ou Publicação Direta para Kindle).

Informe seu e-mail no campo “My e-mail address is”, escolha a opção “I am a new customer” e clique no botão “Sign in using our secure server”. Você será redirecionado para a tela de cadastro abaixo:

Informe seu e-mail no campo “My e-mail address is” e depois repita-o no campo “Type it again”. Depois entre com uma senha no campo “Enter a new password” e repita-a no campo “Type it again”. Depois clique em “Create account”. Será exibida a tela a seguir:


Clique em “Agree” e será mostrada uma tela como a apresentada a seguir. No canto superior direito aparecerá a mensagem “Your account information is incomplete”, que significa que ainda faltam dados para sua cadastro estar completo.

Na tela anterior clique no link “Update Now” e será aberto um formulário como o mostrado abaixo:


Coloque seu nome completo, escolha o país, e coloque um endereço completo. Esse endereço é importante e obrigatório. É para onde eles vão mandar os seus cheques à medida que você juntar saldo suficiente.

Seguindo o cadastro, há as opções abaixo. Para os brasileiros sem conta no exterior (o que deve ser a maioria), basta deixar como estar.

Clique no botão “Save”, no fim da página.

Se tudo estiver certo, depois de ver a mensagem acima, você voltará para a lista de livros, que no caso de um cadastro novo, estará vazia.

Agora vamos ver como cadastrar seu livro propriamente dito.

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Bienal do Rio 2011 – Breve Relato

13 set

Embora a Bienal tenha chegado e partido, não vou deixar de dar meu breve relato sobre minha presença lá. Infelizmente não foi dessa vez que fui como autor convidado, nem estava dando autógrafos dos meus dois livros.

O que posso dizer é que a bienal estava bastante concorrida, talvez por eu ter ido no último dia, ou não.

Centenas de estandes espalhados em três pavilhões apinhados de pessoas ávidas a consumir literatura como nunca, a despeito de dizerem que o brasileiro não lê e coisa e tal, mito que espero ser derrubado rapidamente quando a literatura digital for mais disseminada com preços mais atrativos. Aliás, achei a bienal pouco digital. Não havia muito sobre livros digitais e nos poucos lugares onde havia menção a literatura digital, os estandes estavam repletos de crianças, como se livros digitais fossem apenas infantis.

Também achei a Bienal pouco social e pouco temática. Em um mundo tão conectado não havia espaços dedicados a gêneros, o que poderia ter tornado a interação entre as pessoas mais fácil, juntando as diversas tribos em volta dos temas que gostam, mas isso pode ser uma sugestão para os próximos eventos.

No mais, tudo muito organizado, mas com poucas oportunidades para participar dos cafés literários, todos muito concorridos. Mais uma vez a demanda é muito grande por cultura, faltando transformar isso em mercado.

Embora eu tivesse uma proposta para lançar a versão impressa de Trama Mortal na Bienal, faltaram recursos. Quem sabe na próxima ou em outra Bienal.

Além disso, havia uns vinte estandes ocupados por escritores, possivelmente lançando de forma independente, alguns com apenas um título, outros com mais. De toda forma, eram bem pouco procurados, o que mostra que a Bienal é para iniciados e não para iniciantes. Mais uma coisa que precisa mudar: é preciso melhorar a exposição dos novos autores, pois do contrário ficamos reféns dos mesmos nomes e sobrenomes.

Por fim, acredito que foi uma grande festa literária com a participação massiva dos leitores.

Que venham as próximas!

 
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Os eBooks são um perigo?

07 ago

Richard Stallman, considerado o verdadeiro pai do software livre, lista em seu artigo “O Perigo dos eBooks” algumas razões pelas quais os eBooks são um retrocesso em relação aos livros impressos

Em relação aos sete argumentos expostos por ele, contra o livro digital, gostaria de negá-los.

Primeiramente, eu ainda acredito que o desejo e a necessidade de posse por algumas coisas é exatamente o que nos impede de realmente aproveitá-las.

Os argumentos dele são:

1) “A Amazon exige que os usuários se identifiquem para obterem um livro..”

Mesmo que você entre em uma livraria física, dificilmente irá pagar com dinheiro, os cartões são onipresentes onde quer que você vá. E qual é a vantagem de “comprar anonimamente” dado como vantagem do livro impresso?

2) “Em alguns países, a Amazon afirma que o usuário não é o proprietário do livro.”

Você quer se apropriar da matéria da qual é feita o livro e não do seu conteúdo? Esse me parece um dos maiores pecados: querer comprar o conteúdo de um livro e não consumí-lo.

3) “A Amazon exige que o usuário aceite uma licença restritiva para utilizar o livro.”

A licença que restringe o uso de um livro impresso encontra-se na lei de direitos autorais e no código civil. Há muitos usos que você não pode dar.

4) “O formato do livro é secreto, e somente um software proprietário e restritivo para o usuário pode permitir sua leitura.”

Até onde sei você não precisa ser engenheiro mecânico para dirigir um carro. Dizer que o fato de você não conhecer a estrutura dos bits e bytes que compõem um livro vá fazer diferença para sua leitura não é apropriado.

5) “Um tipo de “empréstimo” é permitido para alguns livros, por um tempo limitado, e somente para usuários especificados pelo nome, que utilizem o mesmo leitor de ebooks. Doações e vendas não são permitidas.”

É preciso lembrar que o mercado de livro digital tem menos de cinco anos e ainda poucas empresas que comercializam neste formato, logo ainda há um bom caminho para ser percorrido, mas acredito que o mercado vá evoluir para atender a esse anseio, mesmo que de forma limitada.

6) “Copiar um ebook é impossível devido às restrições impostas pelo Gerenciamento de Restrições Digitais (DRM) no sistema e proibido pela licença concedida, o que é mais restritivo que a lei de copyright.”
Não gosto de argumentos hipotéticos. Na vida real, quantos livros impressos você já copiou (os da faculdade não contam)?

7) “A Amazon pode remotamente deletar o ebook do usuário utilizando um artifício de software que se encontra no ebook. Isso aconteceu em 2009 quando deletou milhares de copias do livro de George Orwell, 1984.”

Sim, é um bom argumento “a possibilidade de apagar”, visto que no caso concreto foi um problema de direitos autorais, algo parecido quando a justiça brasileira mandou recolher das lojas o livro impresso com a biografia do Roberto Carlos com a qual ele não havia concordado. De toda forma, após aquele caso, não tivemos outros problemas desses.

O Richard Stallman pode falar o que quiser, é o trabalho dele requerer essa liberdade, mas os argumentos parecem-me apenas para criar polêmica do que para realmente fazer pensar sobre o assunto.

 
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eBooks, pirataria e batatas fritas

05 jul

Neste post inaugural, vou comentar sobre um assunto que assusta todos aqueles que criam conteúdo digital: a pirataria.

Desde já confesso: sou parte interessada no assunto. Meus livros “O Segredo de Carol” e “Trama Mortal” já estão à venda na Amazon e na GatoSabido, nesta última inclusive em formato PDF.

O formato digital, mesmo com todas as suas vantagens, sofre do mal (para aqueles que criam conteúdo) de ser facilmente replicável, distribuível e encontrável. Não faltam sites de compartilhamento de arquivos onde é possível encontrar de tudo: músicas, vídeos e livros. Não importa qual seja a tecnologia milagrosa que tenha sido utilizada para bloquear, travar ou proteger os direitos de quem criou, para cada sofisticado sistema de segurança e proteção, existe sempre uma chave compatível e facilmente acessível àqueles que estão dispostos a conceder o acesso aos conteúdos criados por alguma mente criativa, inspirada e esperançosa de obter algum retorno financeiro sobre sua criação.

A pirataria analógica tinha custos altos para replicar as obras de sua época, a distribuição era difícil e a qualidade deixava a desejar. A pirataria digital quebrou esses paradigmas: uma cópia de uma obra digital é tão perfeita quanto se queira, o custo é irrisório e a distribuição é imediata. A pirataria digital pode ser onipresente. A volta ao mundo não demora mais oitenta dias, nem mesmo oitenta horas: segundos bastam.

A geração Z, que comumente dizemos ter nascido digital e conectada, tem dificuldade em entender esse tal direito de propriedade intelectual. Aos nascidos “X” e alguns “Y”, bastava dizer que pegar o livro de papel que não o pertencia era errado, o VHS, o LP, o CD, o DVD; todas as mídias físicas que vieram, ocuparam seu espaço e se foram ou que se preparam para sair de cena traziam consigo o sentimento ou a sensação de propriedade. Como falar isso dos bits e bytes que trafegam ligeiros (ou não tão ligeiros assim, dependendo da conexão de cada um) pelos cabos de rede ou simplesmente pelo ar?

Como pode o arquivo de música, o vídeo ou o livro que estão bem ali, ao alcance de alguns cliques do mouse, ter algum custo? Como podem pertencer a alguém, se estão disponíveis para todo mundo? Se a oferta é ilimitada, o custo é zero.

Estava na fila do self-service próximo ao serviço, quando uma menina com seus sete, talvez oito anos, foi repreendida pela mãe: menina, pare de roubar essas batatas-fritas. Ao que a menina respondeu: mãe, eu não estou roubando, só estou comendo.

Nossa fantástica geração Z não rouba conteúdo, apenas o consome.

 
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