RSS
      
 

Posts Tagged ‘inícios’

Quase 100 Sentimentos #12 – Nove Horas

29 set

“Quase 100 Sentimentos”, meu livro de poesias, já está disponível para venda em formato eBook para Kindle no site da Amazon.

Quem quiser conferir (e comprar) é só acessar: Quase 100 Sentimentos

Segue a 12ª poesia do livro.

Nove Horas

Eu não tenho tempo.
Nós não temos hora marcada,
nossas cartas marcadas
não têm encontro marcado,
mas nossas vidas estão marcadas.
Para sempre.

Não temos nove horas
para nos encontrar, seja onde for.
Não podemos passar das nove horas,
seja por quanto tempo for.
Por enquanto, a hora não importa.
Por enquanto.

Eu só queria passar
nove horas com você.
Eu só queria passar (das nove)
horas com você. Seja onde for.
Por quanto tempo ainda vou esperar?
Para sempre?

Eu não faço nove-horas
para falar com você.
Tudo aquilo que meu coração quer dizer,
só quero dizer a você,
que gosto muito de você.
Por inteiro.

Às nove horas, a lua já se mostrou.
Eu te mostro as estrelas,
você me mostra que eu existo.
Não desisto de te encontrar.
À qualquer hora, em qualquer lugar.
Às nove horas.

 

Quase 100 Sentimentos #11 – Gênesis

19 set

É com grande orgulho que informo que meu novo projeto: “Quase 100 Sentimentos”, já está disponível para venda em formato eBook para Kindle no site da Amazon.

Quem quiser conferir (e comprar) é só acessar: Quase 100 Sentimentos

Para comemorar, aí segue mais um poema do livro:

Gênesis

No princípio criou Deus os céus e a terra.
E disse Deus: Haja luz!
E hoje teus olhos refletem aquela luz.

O mundo recomeça em teus olhos
E os teus olhos são o começo de tudo.
E o tempo que não passa, para,
Quando encontra teus olhos.
O meu mundo que quase acaba,
recomeça em teu corpo.

Meu mundo recomeça nos teus lábios,
vermelhos, doces, deliciosos.
Recomeça nos teus seios,
no teu ventre, no teu sexo.

E eu começo a achar que o mundo não tem fim.
Eu finalmente encontrei você no meu jardim.
Nossos corpos finalmente se encontraram.

No início de forma tímida,
depois com mais e mais ímpeto,
nossos corpos, nossos mundos,
encontram-se, e é só o começo.

 

Quase 100 Sentimentos #10 – Revanche

12 set

Mais uma semana, mais um poema do meu projeto “Quase 100 Sentimentos”. Está cada vez mais próximo o lançamento deste projeto para Kindle.

Revanche

Quero uma segunda chance,
uma revanche.
Para mostrar o quanto te quero,
espero você para o duelo final,
em um final de semana apertado,
em um apartamento escondido,
escolhido como campo de batalha
onde as toalhas rolarão,
e se enrolarão em volta de nossos corpos.

Quero você de volta,
uma revolta.
Um motim pra ser o estopim
de um amor que não vai terminar
nem tão cedo, nem tão logo
acabem as armas
ou soltem-se as amarras
a que se agarras.
E a que se agarrar
senão um ao outro?

Quero uma terceira chance
de ter você ao meu alcance,
para te dar um beijo
para te dar um jeito
e relembrar o texto
da nossa declaração de amor.
A menos que queira
se tornar uma freira,
e não ser a primeira e última
a quem eu amarei.

 

Quase 100 Sentimentos #9 – Vitrais

05 set

É o coração de um escritor um livro aberto?

Mais uma semana, mais um poema do meu projeto “Quase 100 Sentimentos”

Vitrais

Imagens imaginadas por mestres
milimétricos, altimétricos,
quietos em seus labores,
dissabores que desabam em suas mentes.
Cúpulas de sabedoria e mistérios,
cúmulo da paciência e inteligência.
Um território intocável pelos mortais,
as cúpulas de vidros das catedrais.

Imagens imerecidas nos vitrais
milimétricos, altimétricos,
quietos em seus lugares,
andares mais altos da construção.
Cúpulas insensatas,
Abóbadas abobalhadas,
pinturas inanimadas,
retratos e fotos mal acabadas.

Imagens esquecidas pelos mortais,
nada a mais e nada além.
Tudo é esquecido depois do amém,
os seus pecados, os meus também.
Pessoas insensatas, liberdade extravasada,
lágrimas de sangue, maquiagem irretocada.
Tudo isso não é nada demais,
apenas nossas almas refletidas nos vitrais.

 

100 Sentimentos #8 – Areias do Mar

29 ago

Mais uma semana, mais um poema do meu projeto “Quase 100 Sentimentos” (mudei o nome original “100 Sentimentos”, pois resolvi tirar alguns poemas dos quais eu particularmente não gostava).

Areias do Mar

Como sentimentos que cintilam
ao redor de uma fogueira,
as estrelas no céu cintilam
ao redor daqueles que as observam.

São tantas estrelas
quanto os grãos de areia do mar.
São tantos sentimentos,
que nem posso contar.

Na areia do mar estão
as areias do tempo que passamos juntos.
Os navios à distancia,
lembram o quanto estamos perto.

Perto do porto
que fica no coração
daqueles que se importam.

Nos encontramos na areia do mar.
Nos escondemos na areia do mar.
De onde podemos ver que céu e mar se misturam
Numa onda de força e cor.

Que tenta nos derrubar,
enquanto tentamos nos derrubar.
(que tal se deixar cair?)
Que tal se resolvermos não sair?

Não sair da areia do mar,
não sair do mesmo lugar.
E contemplar o céu e o oceano.
(Você tem tanto a me ensinar.)

Na areia do mar,
sou apenas alguém que se perdeu.
Mas na areia do mar
encontramos a nós mesmos.

Na areia encontramos um ao outro.
Vamos nos deixar levar
pelas ondas do mar,
pelo vento na areia,
pelas Areias do Mar.

 

100 Sentimentos #7 – Primavera

22 ago

O poema dessa semana:

Primavera

Quem vai vir, trazer para mim,
Um cravo, uma rosa, um jasmim?
Quem vai vir, fazer de mim,
Um tolo, um espinho, um jardim?

Que vai ser de mim,
Se me esquecer dos lírios,
Colírios, para estes olhos meus,
Que observam, olham para os seus?

As flores emprestam beleza,
Ao Jardim já velho e triste,
E triste vejo os velhos tempos
Irem embora (águas passadas).

E num passeio pelo jardim,
Vejo as mesmas flores,
Os mesmos horrores, as velhas piadas,
Os velhos rancores.

Mas que, como as pétalas,
Vão caindo, murchando,
E feliz sigo em frente,
Sorrindo, cantando.

 

100 Sentimentos #6 – Enquanto seus lábios não vêm

15 ago

Na semana passada eu postei o primeiro poema que havia escrito. Agora é a vez do último, embora nem lembre de quando é.

O poema dessa semana:

Enquanto seus lábios não vêm

Espero acordado
Enquanto seus lábios não vêm,
Sem me preocupar, sem me desesperar.

Morro um pouco a cada desejo não satisfeito,
A cada beijo não roubado,
A cada sonho não realizado.

Corro perigo, um perigo de cada vez.
Não me arrisco.
Estou cada vez mais ausente de mim.
Meu coração mais perto de você.

Perdido em lugares imaginários,
Eu nos imagino juntos,
De mãos dadas,
De corações dados, de lábios colados.

Renasço,
A cada aperto de mão,
A cada sorriso imerecido,
Em cada lembrança de um momento
Ainda longe de acontecer.

Adormeço,
Esperando por seus lábios que não vêm.
Duvidando das intenções que você não tem.

Não esqueço,
Do quanto te quero bem,
Fico perdido quando não te encontro.

Regresso,
De um mundo de ilusões fantásticas
Acordo sem lembrar do sonho,
Sem saber quando seus lábios vêm.